width=1100' name='viewport'/> Jurídico Laboral: MENSAGEM de 1º de MAIO de 2016, em HOMENAGEM
"A INJUSTIÇA QUE SE FAZ A UM, É UMA AMEAÇA QUE SE FAZ A TODOS" MONTESQUIEU


quarta-feira, 27 de abril de 2016

MENSAGEM de 1º de MAIO de 2016, em HOMENAGEM



MENSAGEM de 1º de MAIO de 2016, em HOMENAGEM:

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A TODOS os TRABALHADORES e TRABALHADORAS do BRASIL.

Nesta data em que relembramos as LUTAS das CLASSES TRABALHADORAS pela conquista dos Direitos Sociais, Humanos e Trabalhistas, este Jurídico Laboral faz singela HOMENAGEM aos TRABALHADORES trazendo a reprodução de parte do texto do ÚLTIMO DISCURSO do GRANDE DITADOR, obra do genial CHARLES CHAPLIN do filme O GRANDE DITADOR, certos de que a mensagem dessa fantástica obra produzida no ano de 1940; entretanto, se projeta com conteúdo de aplicação tão atual sobre o mundo desta época em que estamos vivendo.


Cremos, a mensagem do notável CHAPLIN, valerá como reflexão, inclusive, diante do conceito dado à criação do Homem, feito à imagem e semelhança do seu Criador e, portanto, não pode o Homem ser tratado como coisa, objeto, ou simples componente dos meios de produção.


O ÚLTIMO DISCURSO do GRANDE DITADOR – por CHARLES CHAPLIN: 


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, gentios...negros...brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vidas será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” Pois a desgraça que tem caído sobre nós é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá. (...)

No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometeram. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém, escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. ... (...)”.
CHARLES CHAPLIN (1.889 – 1.977).
VIVA o 1º de MAIO!

VIVA a CLASSE TRABALHADORA!

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