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TRAIDOR DA CONSTITUIÇÃO É TRAIDOR DA PÁTRIA ! DEP. ULYSSES GUIMARÃES, 05.10.1988.

quinta-feira, 15 de março de 2018

A NEGOCIAÇÃO COLETIVA DO TRABALHO E A LEI DA REFORMA TRABALHISTA



A NEGOCIAÇÃO COLETIVA de TRABALHO em FACE da LEI da “REFORMA TRABALHISTA” – LEI nº 13.467/2017, de 13 de Julho de 2017:
A Lei da “REFORMA TRABALHISTA” trouxe inovações significativas para as relações negociais coletivas de trabalho; porém adotadas no claro propósito de ESVAZIAR o PODER NEGOCIAL e a AÇÃO COLETIVA dos SINDICATOS em sua prerrogativa legal da defesa dos interesses da categoria profissional representada. 

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A propósito, nessa malsinada legislação elaborada e editada “a toque de caixa” sob o comando do Poder Econômico e Financeiro e do Agronegócio, organizados, estão presentes postulados (abaixo relacionados) e todos eles lançados propositalmente em prejuízo da organização dos trabalhadores e no objetivo de “patrocinar” enfraquecimento das Entidades Sindicais, veremos:    

1) a fragmentação da representação sindical via terceirização e ‘PEJOTIZAÇÃO’;

2) a prevalência da negociação sobre a lei e do acordo sobre a convenção, independentemente de ser ou não mais vantajoso para o trabalhador;

3) a ampliação das possibilidades de negociação individual;

4) a eliminação da ULTRATIVIDADE de acordo ou convenção; e

5) o fortalecimento da comissão representativa dos trabalhadores no local de trabalho em detrimento do sindicato, que perde atribuição e fica excluído do processo de organização da eleição dos representantes dos trabalhadores.

Posteriormente editada como parte de um Acordo do Governo com um grupo de Senadores a Medida Provisória nº 808 acrescentou novo artigo na CLT (Art. 510-E) para explicitar que a COMISSÃO DE REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES NO LOCAL DE TRABALHO não pode substituir o Sindicato, nos seguintes termos: 

“A comissão de representantes dos empregados não substituirá a função do sindicato de defender os direitos e os interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas, hipótese em que será obrigatória a participação dos sindicatos em negociações coletivas de trabalho, nos termos dos incisos III e VI, do caput do artigo 8º, da Constituição”.

DE ACORDO COM A “LEI DA REFORMA” PODE SER NEGOCIADO COM A PARTICIPAÇÃO DO SINDICATO:

De acordo com o artigo 611-A, incluído na CLT pela “Lei da Reforma”, a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei, quando, entre outros, dispuserem sobre:

I - Pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais;

II - Banco de horas anual;

III - Intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a 6 horas;

IV - Adesão ao Programa Seguro-Emprego (PSE), de que trata a Lei 13.189, de 19 de novembro de 2015;

V - Plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança;

VI - Regulamento empresarial;

VII - Representante dos trabalhadores no local de trabalho;

VIII - TELETRABALHO, regime de sobreaviso, e trabalho intermitente;

IX - Remuneração por produtividade, incluídas as gorjetas percebidas pelo empregado, e remuneração por desempenho individual;

X - Modalidade de registro de jornada de trabalho;

XI - Troca do dia de feriado;

XII - Enquadramento do grau de insalubridade;

O ADVENTO DA MEDIDA PROVISÓRIA nº 808/2017:

Sob o pretexto de limitar o objetivo da negociação coletiva, a MP nº 808/2017 piorou o que já era ruim, ao excluir a necessidade de licença prévia de autoridades do Ministério do Trabalho para efeito de enquadramento do grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubres, além de proibir ação individual para anular os termos de acordo ou convenção coletiva.

Com efeito, a MP nº 808/2017 modificou a redação do inciso XII, do artigo 611-A da CLT, para estabelecer que o “enquadramento do grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubres, incluída a possibilidade de contratação de perícia, afastada a licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho, desde que respeitadas, na integralidade, as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho”, e modifica a redação do § 5º, do artigo 611-A da CLT, para determinar que “os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho participarão, como litisconsortes necessários, em ação coletiva que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos, vedada a apreciação por ação individual.”

O QUE ESTÁ AUTORIZADO na “LEI da REFORMA” OU PODE SER NEGOCIADO DIRETAMENTE ENTRE PATRÕES E EMPREGADOS, SEM A PARTICIPAÇÃO DO SINDICATO:

Em relação ao conjunto dos trabalhadores, independentemente da formação e do nível de escolaridade, poderá haver acordo individual para disciplinar sobre as seguintes questões:

1) extinção do contrato de trabalho, com verbas trabalhistas pela metade, no caso do aviso prévio, se indenizado, e na indenização ou multa sobre o saldo do FGTS, que a parte do empregado seria reduzida de 40% para 20% do saldo do FGTS, sendo integral em relação às demais verbas rescisórias. A demissão por acordo entre trabalhador e empregador, entretanto, só permite o saque de 80% do saldo do FGTS, e não dá direito a seguro-desemprego;

2) assunção (firmar) com o empregador termo de quitação anual de obrigação trabalhista perante o sindicato da categoria, com eficácia liberatória das parcelas especificadas no termo;

3) banco de Horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses (§ 5º, art. 59, da CLT);

4) compensação de jornada dentro do mesmo mês (§ 6º, art. 59, da CLT);

5) ampliação diária de jornada, sob a forma de horas extras, até 2 horas por dia (art. 59 da CLT). Mesmo a hora extra habitual não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e de banco de horas previstos nos itens “3” e “4” desta questão;

6) estabelecimento de jornada de 12 x 36 horas, limitada a negociação individual ao setor de saúde; 

A adoção de jornada de 12 por 36 horas, como regra, depende de negociação coletiva (acordo ou convenção), exceto apenas para o setor de saúde, no qual a Medida Provisória nº 808 autoriza também a negociação direta entre patrões e empregados. Entretanto, o novo artigo 59-A da CLT, que trata do tema, continua facultando que o intervalo para repouso e alimentação durante as 12 horas possa ser indenizado, como se essa decisão coubesse ao unilateralmente ao empregador.

7) definição de tarefas sem controle de jornada, desde que registrado em aditivo contratual, no caso de TELETRABALHO (§1º, art. 75-C, da CLT).

Para os profissionais de nível superior e com remuneração maior que o dobro do teto do INSS, a Lei da “Reforma Trabalhista” ampliou as possibilidades de negociação direta da empresa com esses empregados, eliminando assim a proteção sindical para esses profissionais.

Assim sendo, além dos temas objeto de negociação individual, esses profissionais (de nível superior e com remuneração maior que o dobro do teto do INSS), poderão negociar diretamente com os empregadores sobre os seguintes pontos, a saber:

1) todos os direitos que estão sujeitos à negociação coletiva com a participação do sindicato, exceto aqueles listados no artigo 7º da Constituição Federal.

2) cláusula promissória de arbitragem para a solução de conflitos em substituição à Justiça do Trabalho.

PORTANTO, a orientação nesse caso, se dirige no objetivo de esses trabalhadores, antes de assinar qualquer acordo individual, procurem consultar seu Sindicato. Ora, se a negociação coletiva se sobrepõe à lei, com mais razão se sobrepõe à negociação individual, ainda mais se, em resultado, a negociação individual esteja estipulando cláusulas de condições inferiores ao direito previsto na Lei e na negociação coletiva do Sindicato em Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo vigentes e celebrados em datas precedentes.

A GARANTIA CONSTITUCIONAL sobre a NEGOCIAÇÃO COLETIVA de TRABALHO com a OBRIGATÓRIA PARTICIPAÇÃO do SINDICATO:

Necessário que fique bem assentado, para a orientação devida aos Sindicatos, no sentido de que a Negociação Coletiva de Trabalho está protegida como uma garantia constitucional conquistada pelos trabalhadores na constituinte de 1988, nos termos do artigo 8º, VI da C.F./1988, que assim preceitua com solar clareza: “é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho” e no artigo 7º XVI a C.F./1988, arremata como direito dos trabalhadores: “reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”.

PORTANTO, É INCONSTITUCIONAL e NULA QUALQUER LIMITAÇÃO NESSE DIREITO pela MALSINADA “LEI da REFORMA TRABALHISTA”, editada em 13.07.2017.

quarta-feira, 7 de março de 2018

HOMENAGEM do JURÍDICO LABORAL neste DIA INTERNACIONAL da MULHER à PROFESSORA HELLEY ABREU BATISTA



HOMENAGEM do JURÍDICO LABORAL neste DIA INTERNACIONAL da MULHER à PROFESSORA HELLEY ABREU BATISTA.


PER­FIL DE UMA HE­RO­Í­NA BRASILEIRA:

QUEM ERA a PROFESSORA que MORREU SALVANDO CRIANÇAS na CRECHE de JANAÚBA.

HE­L­LEY ABREU BA­TIS­TA DEI­XA UM EXEM­PLO DE CO­RA­GEM E AMOR AO SA­CRI­FI­CAR A PRÓ­PRIA VI­DA PA­RA DEFEN­DER AS CRI­AN­ÇAS E IM­PE­DIR QUE A TRA­GÉ­DIA FOS­SE AIN­DA MAI­OR.

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HELLEY morreu fazendo o que mais gostava: ensinar seus alunos.
(Foto: Reprodução/Álbum de família)

O pro­fes­sor, cu­ja data co­me­mo­rativa é 15 de OUTUBRO, tem co­mo mis­são a ar­te de ensinar. Mas a pro­fes­so­ra HE­L­LEY ABREU BA­TIS­TA, 43 anos de idade, foi mui­to além dis­so: uma ver­da­dei­ra heroína ao ten­tar sal­var seus alu­nos e lu­tar bravamente con­tra o agressor que invadiu e ateou fogo na Cre­che Gen­te Ino­cen­te, em Ja­naú­ba, no Nor­te de Mi­nas, em Outubro passado.
Ela sa­cri­fi­cou a pró­pria vi­da em de­fe­sa das cri­an­ças e, com is­so, im­pe­diu que a tra­gé­dia que cho­cou o Bra­sil e o mun­do fos­se ain­da maior.
PROFESSORA ENTROU E SAIU TRÊS VEZES DA SALA EM CHAMAS PARA TENTAR SALVAR AS CRIANÇAS

Uma pro­fis­si­o­nal de­di­ca­da, cu­jo em­pe­nho trans­cen­dia o sa­lá­rio de cer­ca de R$ 1,5 mil co­mo pro­fes­so­ra mu­ni­ci­pal em Janaúba. Es­se é o per­fil de HE­L­LEY ABREU, que, de­vi­do à sua bra­vu­ra e co­ra­gem, ga­nhou o no­ti­ci­á­rio do Bra­sil in­tei­ro pe­lo es­for­ço que de­sem­pe­nhou na ten­ta­ti­va de sal­var as cri­an­ças do in­cên­dio na cre­che, o que aca­bou le­van­do à per­da de sua vida.    

DE­DI­CA­Ç­ÃO:
For­ma­da em pe­da­go­gia, HE­L­LEY co­me­çou a tra­ba­lhar há al­guns anos co­mo pro­fes­so­ra mu­ni­ci­pal em No­va Por­tei­ri­nha, se­pa­ra­da de Ja­naú­ba pe­lo RIO GORUTUBA. Ini­ci­al­men­te, tra­ba­lhou na zo­na ru­ral, nu­ma co­mu­ni­da­de cha­ma­da DENGOSO. De­pois, tra­ba­lhou na Es­co­la Es­ta­du­al Lu­zia Men­des, no BAIR­RO DEN­TE GRAN­DE, área de bai­xa ren­da de Janaúba. No ano pas­sa­do, co­me­çou o ser­vi­ço na cre­che Gen­te Ino­cen­te, no BAIR­RO RIO NO­VO, em Ja­naú­ba, fa­zen­do aqui­lo de que mais gos­ta­va: de­di­car-se às crianças. Mo­ra­va em NO­VA POR­TEI­RI­NHA e to­dos os di­as atra­ves­sa­va a pon­te so­bre o RIO GO­RU­TU­BA pa­ra cui­dar de “su­as cri­an­ças”, co­mo as considerava. Não gos­ta­va de fal­tar ao trabalho. Tam­bém fez cur­so de es­pe­ci­aliza­ção na área edu­ca­ci­o­nal, bus­can­do co­nhe­ci­men­to na área da in­clu­são de pes­so­as com deficiências.
 RE­CO­NHE­CI­MEN­TO DE AMI­GOS E CO­LE­GAS:

 Ela era uma pes­soa mui­to dedicada. Ado­ra­va o que fa­zia, Nas­ceu pa­ra ser professora. Nem pa­re­cia que ti­nha en­fren­ta­do al­gum so­fri­men­to na vi­da”, afir­ma Eli­za­be­th Fer­nan­des, co­le­ga de tra­ba­lho e mui­to ami­ga de HE­L­LEY, re­fe­rin­do-se ao epi­só­dio vi­vi­do por ela com a per­da do fi­lho Pablo. A HE­L­LEY sem­pre an­da­va com um sor­ri­so no ros­to”, com­ple­ta Elizabeth. Se­gun­do ela, ul­ti­ma­men­te, a pro­fes­so­ra es­ta­va mui­to fe­liz com a pro­xi­mi­da­de da re­a­li­za­ção de um so­nho: a for­ma­tu­ra do ma­ri­do no cur­so de odontologia.

A pro­fes­so­ra Eu­ni­ce Ba­tis­ta Bor­ges é ou­tra que enal­te­ce as qua­li­da­des da co­le­ga mor­ta na tra­gé­dia em Janaúba. Ela era uma pes­soa mui­to prestativa. Era uma pes­soa ex­ce­len­te, mui­to com­pa­nhei­ra mes­mo”, diz. A HE­L­LEY era uma pes­soa exem­plar, ami­ga de to­dos os mo­men­tos, das ho­ras bo­as e das ho­ras di­fí­ceis tam­bém”, des­ta­ca Sil­vi­nha Fer­rei­ra, tam­bém pro­fes­so­ra na cidade.
As co­le­gas de tra­ba­lho da Pro­fes­so­ra HE­L­LEY na cre­che Gen­te Ino­cen­te tam­bém enal­te­ce­ram o tra­ba­lho e com­pa­nhei­ris­mo da heroína. “Era uma pes­soa que ti­nha mui­to amor pelas crianças. Além dis­so, era mui­to res­pon­sá­vel”, afir­mou a pe­da­go­­ga Eli­a­ne San­tos, que no dia do ata­que à cre­che, es­ta­va de fol­ga e não foi ao trabalho.
A co­ra­gem e bra­vu­ra da pro­fes­so­ra HE­L­LEY ABREU tam­bém im­pres­si­o­nou os mo­ra­do­res de Janaúba. Acho que ela foi uma guer­rei­ra, uma he­ro­í­na, que re­al­men­te mor­reu por lu­tar no meio do fo­go pa­ra de­fen­der as cri­an­ças”, dis­se o pe­drei­ro Ar­ley Aves, de 31, que tam­bém aju­dou a sal­var as cri­an­ças da cre­che du­ran­te o incêndio. Ar­ley con­ta que a pro­fes­so­ra po­de­ria “ter saí­do cor­ren­do” quan­do viu as cha­mas den­tro da sa­la de aula. “Mas, ao con­trá­rio, ela per­ma­ne­ceu lá, aju­dou a sal­var as cri­an­ças e en­fren­tou o ca­ra (o vi­gi­lan­te Da­mi­ão). Por is­so te­ve o cor­po to­do queimado.

A Professora HELLEY sintetiza por seu ato heroico, a coragem, o destemor e a bravura da mulher brasileira, merecedora de toda a nossa reverência com orgulho e respeito!